1 de agosto de 2011

Porcos Cegos - Entrevista

Entrevista com Henrike, vocalista da banda da Porcos Cegos, ex-BLiND PiGS (em meados de 2007)

#O que motivou a banda a dar uma pausa em suas atividades em 2005?

Henrike: Em 2005, problemas pessoais levaram ao fim da banda conhecida desde 1993 como Blind Pigs. Não vou entrar em detalhes pois acredito que a vida pessoal de cada um não diz respeito a ninguém. Mas como estar em cima de um palco, criar músicas e gravar discos está no meu sangue e no do Gordo (amigos de infância), não conseguimos ficar muito tempo longe daquilo que mais amamos, tocar Punk Rock, e resolvemos voltar a incomodar. Mas decidimos voltar com o nome traduzido para nossa língua. Não foi uma “jogada de marketing” como muitos andam dizendo por aí.



#Vocês já devem ter ouvido esta pergunta um milhão de vezes, mas para os menos atentos, o que ocasionou a tradução do nome antigo para "Porcos Cegos”?

Henrike: Eu não aguentava mais as pessoas escrevendo e pronunciando errado o nome Blind Pigs e também acho que chegou a hora de todos nós valorizarmos um pouco mais nossa cultura e nossa língua. Foi uma decisão difícil, nem toda a banda concordou, mas no final a mudança aconteceu. Já tínhamos gravado um disco logo que o Blind Pigs terminou (no meio de 2005) somente com músicas em português, que iria ser lançado com a alcunha Blind Pigs antes do Blind acabar, mas o projeto acabou arquivado. Quando resolvemos voltar, regravamos alguns vocais e remixamos o disco e lançamos ele com o nome já traduzido, assim surgiu o álbum "Heróis ou Rebeldes"(..Na singela opnião do editor,melhor álbum).



#A Porcos Cegos passou por várias baixas, com a saída de alguns integrantes. O quanto isso afetou a banda no geral?

Henrike: Bom, o Mauro, baixista, não gostou muito das direções que banda vinha tomando e resolveu abandonar o barco, no lugar dele colocamos nosso camarada Galindo, da banda punk paulistana, General Bacon. De resto ficou igual: Eu (Henrike) nas vozes, Gordo nas vozes e na guitarra, Fabiano nas guitarras e Buda na bateria. O quanto afetou? Não sei, acho que no palco está mais energético, mas vamos esperar um disco novo para ver como vão ficar as composições novas.



#Qual a sua posição sobre o punk rock no Brasil nos dias de hoje?

Henrike: A mesma de sempre. Independente, marginalizado e ignorado pela grande mídia.



#Quais são suas opiniões sobre screamo e as novos estilos que estão surgindo na cena underground?

Henrike: Bom, não sei te responder, porque não ouço essas coisas. Fico ouvindo apenas os clássicos e algumas bandas que ainda fazem o velho e bom Punk Rock.



#Em um manifesto pessoal, Greg Graffin, vocalista do Bad Religion, afirma que o punk é uma revolução pessoal, resultante de uma profunda meditação sobre o mundo ao nosso redor. Você concorda com isso? O que você diria para as pessoas que acham que punks são somente arruaceiros ou seguidores de moda sem valor algum?

Henrike: Cada um tem sua opinião do que é ser Punk, invente a sua. Mas sim, concordo com o Greg Graffin. Já fui um grande fã do Bad Religion. Os LPs “Suffer”, “No Control” e Against The Grain” são grandes clássicos do Punk Rock californiano, e os caras do Bad Religion NUNCA usaram visual punk, eram punks para eles mesmos. Foda-se o que os outros pensam, seja punk para você mesmo, não para um grupo elitista e uniformizado te aceitar. Não existem regras no Punk Rock. Deixo isso bem claro na letra de Heróis ou Rebeldes: “faço o que quero não te devo explicações...”.



#Quais são as principais influências da banda? O que você têm ouvido ultimamente?

Henrike: Tenho ouvido muito Johnny Cash “Live At San Quentin”, qualquer coisa do The Pogues ou Shane McGowan, Eddie Cochran, Rockabilly dos anos 50, e claro, sempre, a melhor banda que já existiu: The Clash.



#Quais conselhos você daria à uma banda que está começando agora, com todas as dificuldades atuais de se conseguir espaço em um cenário abalado pela moda?

Henrike: Ensaio. Muito ensaio.

Créditos: Punkadaria



##O Blind Pigs está de volta, e para marcar seu retorno a ativa está lançando um compacto em 7″ chamado Tiros No Escuro, em uma edição limitada de 200 peças. Como o disco foi prensado nos EUA a banda lançou uma pré-venda. Clique aqui para comprar o álbum sozinho ou um kit com camiseta e poster aqui.


28 de julho de 2011

Divulgação

Nossos amigos lá de Vila Velha solicitaram,e nós atendemos.Aliás,o blog é para isso mesmo!
Abaixo Flyer da Gig.

Neds - Filme

Deixando a homenagem um pouco de lado(risos).Vamos ao que interessa...
Neds é um filme britanico, produzido em 2010 pelo diretor Peter Mullan, que ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de San Sebastián, em setembro de 2010. O título vem de uma gíria dada aos jovens anti-sociais na Escócia, conhecido como Neds. O filme é ambientado na década de 1970 em Glasgow e durante as filmagens foram recrutados novos atores, da propria Escócia, para autenticidade da pelicula, a maioria deles estreiando como atores. O filme foi lançado no Reino Unido e Irlanda, em 21 de janeiro de 2011. No elenco: Conor McCarron, Martin Bell, Grant Wray, Marcus Nash & Linda Cuthbert.

Sinopse
: O filme mostra a vida de um estudante brilhante, mas que por conta das inúmeras chacotas de seus colegas de classe, começa a mudar sua vida fazendo as escolhas erradas e se envolve com uma gangue de jovens, assim ele coloca em risco um futuro promissor e ainda todos que estão em sua volta.

1º Parte
2º parte
3º parte

senha: AmoviesZ.com

Eastendkidsaju - Agora itinerante!


Agora,os táxis que operam na cidade de Aracaju,terão que usar o logotipo do nosso blog.Foi decretado pela prefeitura tal fato,diante dos grandes serviços prestados pelo blog à comunidade (risos).
Brincadeiras à parte,foi bacana a iniciativa tomada pela prefeitura de Aracaju(temos que ser justos).Agora,todos os táxis serão plotados com o brasão da cidade.Sem dúvida,ficou esteticamente falando,mais bonito e quem vier aqui conhecer ,provavelmente ficará curioso ao ver tal desenho nos táxis,e ficará conhecendo um pouco mais sobre nossa história.

22 de julho de 2011

Booze Boys


Banda Herbert inglesa(Herberts - ver mais : Aqui).Vocais - Nick Parker, Baixo - Duane Matthews Twat Ugly Ginger, Guitarra - Jon O Aston,vocal - Fone Boobs Pete ,Bateria.

Booze Boys New York Paris Watford


Aceface


Banda britânica com Antonella (ex-Klasse Kriminale / Battle Zone / Super Yob) e membros da Superyob e Straw Dogs. Aqui há muita influência de bandas como The Who, mas também da Oi! music (lógico).

Aceface - God Save The Hooligans & Oxbridge Boys


15 de julho de 2011

"Onde eu estava quando o Rhythm and blues virou Rock'n'Roll?"

Esta foi a frase proferida por Riley Ben King(Pag: 147), mais conhecido como B. B. King(Ver mais: AQUI),em seu livro narrado em primeira pessoa:B.B. KING - Corpo e Alma do Blues.
Neste livro B.,para os íntimos,descreve toda a sua tragetória de vida.A infância pobre,o pai ausente,a ligação profunda com a mãe e a vó,a precocidade em aprender as coisas do sexo,fixação pelas mulheres,enfim...Aqui ele fala sobre sua primeira relação com a música(sua primeira banda foi a S.T John Gospel Singers),o contato com artistas como: Elvis,Jerry Lee Lewis,Johnny Cash,Carl Perkins,Little Richard,Chuck Berry..."A revolução do Rock 'N' Roll aconteceu sem mim"disse King(pag:149),referindo-se ao "boom" que acontecia,ao mesmo tempo em que sua carreira estava no auge.Ainda segundo King,a explosão do Rock,era na verdade o R'N'B que ele já tocava,porém,escrito e tocado por adolescentes.(Nesta época,King tinha 31 anos).O R'N'B mais tarde,acabou sendo adotado pela subcultura MOD,assim como o Rock 'n'Roll,marcou a subcultura TEDDY.Quem ainda não leu este livro,vale apena adiquiri-lo,ou locá-lo.












Boisterous


Banda fudida da "segunda leva" da Oi! music,dos anos 90.(Detalhe: no vídeo abaixo estão presentes alguns membros de outra banda da mesma época: Crashed out).

Boisterous - Demo

9 de julho de 2011

Expulsos do Bar - Entrevista







A Expulsos do Bar, mítica banda no cenário nacional está de volta às atividades. Pensando nisso, o blog não poderia deixar de entrevistá-los para sabermos um pouco sobre o passado e o futuro destes “Bootboys


Blog:
De onde é Expulsos do bar?

Expulsos do Bar é uma genuína banda de Vila Velha, no Espírito Santo. Formada por lindos rapazes, altos, gordos, tatuados e barbudos(risos).


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Blog:
A Expulsos do Bar é oriunda de alguma outra banda?

Não. Todos nós já tocamos juntos em outras bandas desde a década de 90, mas não necessariamente somos dissidentes de outras bandas que acabaram para montar exclusivamente a Expulsos do Bar. Simplesmente decidimos montar a banda e fazer um som que agradasse aos nossos ouvidos.

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Blog: Por que deram este nome a banda (que é bem peculiar)?

É cara. O nome leva as pessoas a pensarem que somos um bando de cachaceiros sem cérebro. Mas não.O nome remete também a uma música dos Portugueses do Mata-Ratos. Mas, nada mais que isso. O nome foi sugestão de um amigo em uma noite de bebedeira aqui em nossa cidade.

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Blog: Já tocaram fora de Vila Velha?

Sim. Tocamos em SP em 2001 e no Rio de Janeiro em 2006.

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Blog:
Como foram as atividades da banda no início?


Cara, desde o início as coisas com a Expulsos do Bar foram difíceis. Primeiro a falta de locais para tocar, falta de instrumentos, neguinho falando merda sobre nós, boicote, etc. Hoje não é diferente, porém como antes, não damos à mínima. Nossas atividades efetivamente começaram pouco depois da banda montada, em 2000. Fizemos um show aqui ainda em 2001, gravamos uma demo em cassete, onde mandei para um bocado de gente no Brasil e no exterior. Fomos a SP no Dezembro Oi! De 2001 numa viagem muito foda. Pouca grana, busão quebrando, mas muita vontade de tocar na terra da garoa. E conseguimos. Tivemos um cd lançado por um selo aqui do ES, e quatro músicas em duas coletâneas diferentes, mas pelo mesmo selo que lançou nosso cd. Depois disso a banda parou, e caiu num hiato que durou até 2005. Quando voltamos, mas com uma formação diferente. Naquela ocasião, em 2005, só eu mesmo que fiquei da formação original. Fizemos uma apresentação no Dezembro Oi! na cidade do Rio de Janeiro em 2006 e mais uma parada. Voltamos esse ano com a formação original, porém com duas guitarras, mas continuamos com o mesmo pique.


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Blog:
Como rolou essa volta com a formação original?

Cara, o lance foi que nós estamos sendo chamados desde que voltamos em 2005 para tocar em vários eventos no Brasil, projetos para gravação de splits, e sempre algo com a banda dava errado e a nossa apresentação tinha de ser cancelada. Um amigo nosso aqui de Vila Velha realizou um evento em abril e perguntou se rolava de tocar. Mas esse convite foi em fevereiro. Fizemos um set list de dez músicas. Destas dez, três músicas da Expulsos do Bar e o resto seriam covers de bandas como Cock Sparrer, Warzone, Sham 69, Blitz, Vírus, Contra-Ataque. Ai o Rafael deu a idéia de contatar o Renan para fazer uma apresentação decente aqui, pois até então a nossa única apresentação em Vila Velha foi em 2001. Fizemos quatro ensaios de uma hora de duração cada e picamos a mula para o show. Foi uma apresentação digna de nosso tempo de estrada. Um mito foi criado em torno da banda nos dias que antecederam ao evento. Fomos chamados de tudo quanto é nome por pessoas que em 2000 tinham 10 ou no máximo 12 anos de idade, ou seja, nem sabiam que existiam punks ou skins quando nós montamos a banda. Disseram que nós somos a favor do militarismo, que defendemos o serviço militar obrigatório, que somos frustrados, por não conseguirmos “o capital” (essa nem eu entendi quando li nas entrelinhas do orkut), que só conseguimos as coisas na base da porrada e da intimidação, enfim, nunca li tanta asneira a nosso respeito. Só faltou dizer que nós hastearíamos uma bandeira, na parte de trás do palco, com uma suástica de cabeça para baixo para afirmar que além de tudo,nós somos satanistas neonazistas (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Mas no geral, foi uma gig foda. Vários amigos e colegas vieram para nos dar uma forma. Inclusive amigos de longa data que moram em outros estados.


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Blog:
Quais as maiores dificuldades encontradas até hoje?

Encheção de saco por parte dos que nada têm a fazer além de vigiar a vida dos outros.


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Blog:
Qual ocupação trabalhista dos integrantes?

Eu (Rossano) sou administrador,Renan é professor de filosofia,Tibil é comerciante,Rafael trabalha na área serigrafia.


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Blog:
Influências musicais?


Cara, principalmente bandas do Oi! nacional. Coisas do tipo:Dose Brutal, Histeria, Vírus 27, Garotos Podres, Contra-Ataque. E bandas gringas também. Tipo The Last Resort, Blitz, 4 skins, Riot Squad (Inglês), Toltshock, Brutal Combat, Warzone, The Bruisers, Oxblood, Wretched One’s.


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Blog:
Quais materiais já foram lançados pela banda? Existem planos para lançarem algo em 2011/2012?

Temos um cd editado, não profissionalmente em 2003, por um selo extinto aqui do ES, duas músicas na coletânea Skinheads do Brasil Volume 2 e mais duas músicas na coletânea Brasil Oi!.Todo nosso material foi lançado pelo mesmo selo entre 2003 e 2004.Temos material suficiente para lançar um novo cd em breve, mas ainda temos alguns arranjos a fazer nas músicas para ficar um lance mais profissional e da altura da Expulsos do Bar.


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Blog:
Reservo este espaço para palavras finais dos integrantes. Desde já agradecendo a entrevista, especialmente ao Rossano e desejo boa sorte a todos.

Opa, foi um prazer escrever para vosso blog. Espero que os leitores de seu blog curtam mais essa matéria que você está colocando no ar. E nós da Expulsos do Bar agradecemos pelo espaço que você nos cedeu. Que todos aproveitem vosso blog, e suas matérias e a nossa entrevista.Mantenham o som alto.




Oi! Oi!Oi!


R_

Aggro Culture

Link
Banda de Rotterdam - Holanda, com alguns shows.Inclusive no De Kastelein no final dos anos 90(FOTO).
Este é o seu único lançamento oficial, com 8 músicas, juntamente com mais 3 músicas ao vivo. A banda não existe mais.

Aggro Culture - Aggro Makes The World Go Round

2 de julho de 2011

Blank Generation


Esta banda de fato,dispensa apresentações.O som é muito bom.Baixem já!!!!!!!!

Blank Generation Out Of My Head

A Gola de veludo e o punho de ferro


Os Teddyboys surgiram em 1950 no pós-guerra e representou o primeiro rosto da cultura jovem britânica. O "boom" de consumo na América em 50,não atingira a Grã-Bretanha até 1960, mas no entanto,os adolescentes da classe operária,pôde pela primeira vez,comprar boas roupas, uma bicicleta ou motocicleta. A roupa que usava o Teddyboys foi projetada para chocar seus pais(digamos assim). Ela consistia de uma jaqueta estilo cortina Edwardian, "alinhada" demais para um homem da classe trabalhadora, sapatos de camurça com sola crepe Gibson grossas, calças estreitas tipo"cano", uma camisa somada a um forte laço - geralmente tipo,"Slim Jim" ou tipo "bootlace" . A jaqueta da marca drape,não era tão impossível quanto parece,era feito de pano de lã com vários bolsos, o seu proprietário é mantido aquecido enquanto ele andava na rua e também servia para esconder armas e álcool. As Teddygirls aprovaram a moda americana, como calças tipo,toureiro e vestidos de bolinhas.As meninas usavam rabos de cavalo e os meninos tentaram uma série de penteados experimentais,até chegar ao diversos tipos de topetes. O Teds abraçaram inteiramente o Rock and roll americano que atingiu a Grã-Bretanha.Entretanto, foram figuras sombrias em bailes e bares.Eles formaram grupos que por vezes tinha um uniforme comum, como uma determinada cor de vestimenta ou meias.A violência e vandalismo não eram muito graves, comparado aos padrões modernos, eram na maioria das vezes exagerada pela mídia, mas também houveram casos de guerra entre gangues graves com uso de facas.

O “boom” do pop britânico dos anos 1960 trouxe novas músicas e nova cultura jovem. O Teddyboys que permaneceram da "primeira geração"começaram a dedicar mais ao Rock and Roll , que no início. Os primeiros pubs de Rock n’ Roll apareceu como o crescimento dos Rockers, que gostava das mesmas músicas e montavam poderosas motocicletas. Teds e Rockers se dava bem uns com os outros .Um fato curioso, é que os Rockers,estavam mais “protegidos” que os teds,por conta de suas jaquetas de couro,pois a jaqueta de couro,poderia proteger contra acidentes de moto, a ataques de navalhas e até de cerveja derramada sobre eles,de uma forma que a jaqueta drape nunca poderia.

A década de 1970 viu Glam Rock aparecer na Grã-Bretanha e, embora os Teds desprezarem a maior parte desta música, isso fez com que,ocorrece o ressurgimento do interesse ao Rock and Roll e novos espaços apareceram. Muitos adolescentes compraram casacos cortina" de segunda mão, escondeu os "buracos mariposa" com emblemas e se tornou a nova geração de Teddyboys e Teddygirls. O rock and roll britânico,desenvolveu seu próprio estilo, usando guitarra de blues e rockabilly para dar a sua música mais "pegada".

Os anos 1980 foi uma época magra para Teds. O regime de Thatcher era o inimigo da criatividade, mais por outro lado,aumentava a revolta de vários jovens,que conviviam com alto nível de desemprego.
Em 1990,os teddys se espalharam por toda a Europa.O Teddyboys originais já estavam muito velhos,e o pessoal mais novo,deu uma nova roupagem,sem o couro dos Rockers e o Drape dos Teds.


A história do movimento Teddy Boy

Tudo começou no início dos anos 1950 na Inglaterra. Algumas gangues de adolescentes apareceram no East End de Londres, foram chamados os meninos Cosh. Eles usavam estilo bastante peculiar: capa longa com gola de veludo e calças tipo “tubo de drenagem”, estilo o usado no reinado de Edward VII (1901-1910), meias brilhantes e gravata "Slim Jim."... Esses meninos Cosh aterrorizavam a sociedade Inglesa: ataques com lâminas, brigas entre gangues, e pequenos furtos ... Após a Segunda Guerra Mundial, surgiu novo termo para descrever essas gangues cujo número aumentava a cada dia.A palavra escolhida foi Teddy Boy (s) e Teddy Girl (s), Ted (s)

Parece que o primeiro jornal que usou o termo Teddy Boy foi o Daily Express em 23 de setembro de 1953.Nessa época, Elvis Presley era apenas um motorista de caminhão.
E então, veio Rock'n'Roll imediatamente adaptado pela nova geração e, claro, pelos Teds. Bill Haley, Elvis, Buddy Holly, Eddie Cochran, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry, e artistas como o britânico Tommy Steele, Cliff Richard e os Drifters ,Billy Fury, Marty Wilde (e muitos muitos outros ...) tornaram-se ídolos dos adolescentes. Era o começo de algo novo, um vento de liberdade.
Na Grã-Bretanha, em setembro de 1956, Bill Haley tinha registros no 'Top 20' e o filme Rock Around The Clock foi mostrado em 300 cinemas, mas, no início dos anos 60,o Rock tinha muitos adeptos na Grã-Bretanha, muitos deles, os Rockers (Ton-Up) que usou o "uniforme" do "American bad boys": jaquetas de couro pretas, jeans e botas de motociclista .

Em 1967, Bill Haley penetrou nas paradas britânicas novamente.. No final da década de 60, algumas bandas tocaram Rock autêntico para uma nova geração de Teds .Foi retomado grandes sucessos dos anos 50 ("Johnny B. Goode", "Little Queenie". "Tutti Frutti", "Peggy Sue", "Be Bop A Lula," C'mon Everybody "," Balls Summertime Blues "," Great Of Fire ' , ...). Este retorno ao rock tradicional foi chamado Rock'n'Roll Revival.

Nos anos 70, a nova geração de Teds desenvolveu uma forte identidade: Topetes maiores,calças mais justas,e,aos poucos, essa nova geração descobriu as raízes do ROCK: Rockabilly e Country Music(Carl Perkins, Johnny Burnette e Dorsey, Charlie Feathers, Mizell Hank, Warren Smith, Billy Lee Riley, Charlie Rich, George Jones, Carl Mann, Thomson Hayden, Janis Martin, Wanda Jackson, LaBeef Sleepy ,e muitos outros artistas)
Novas bandas como Crazy Cavan & the Rhythm Rockers,fizeram bastante sucesso em toda Europa. Eles criaram um novo ritmo,chamando Rockabilly britânico. Alguns Teds preferem usar o termo “Rockabilly Revival”.